Ladeira dos Pirilampos - Escritora Eugênia Sereno

Benedita de Rezende, conhecida também como Benedita de Rezende Graciotti Pereira Rezende Graciotti nasceu em São Bento do Sapucaí em 13 de setembro de 1913 e faleceu em 3 de maio de 1981. Era conhecida na cidade como Ditinha. Seu pai era Luiz de Rezende, um farmacêutico, seu tio Plínio Esteves Salgado, um jornalista e seu avô era o Diretor Genésio C. Pereira.

Seus parentes redigiam e imprimiam o jornal O Alvor e Almanaque de São Bento, publicando informações jornalísticas e poemas, alguns deles assinados por Plínio Salgado. Ditinha cresceu então no meio desse espírito literário. Em 1920 foi cursar a Escola Normal do Brás, na cidade de São Paulo. Foi acompanhada pelos pais, e o Sr. Rezende abriu uma farmácia na região para poder ficar acompanhando os estudos da filha bem de perto. Nessa época estudou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Tocava piano e foi aluna de Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Mário de Andrade, Fructuoso Vianna e Schiafarelli.

Depois de formada em normalista, em 1930 retorna com seus pais a São Bento do Sapucaí. Em 1937 foi lecionar na Escola Coronel Ribeiro da Luz, trabalhou na escola rural, Escola Mista do Bairro da Capela do Bahú, ficando por 2 anos.

Em 1939, retorna a São Paulo e se forma em Higienista Sanitária. Em 7 de setembro de 1940, casou-se com Mário Graciotti, foram morar em Perdizes, e juntamente os pais de  Benedicta Rezende  Graciotti eos pais de Mário Graciotti

 

Ditinha tornou-se dona de casa, mas redigia escondida seu livro, escolheu usar um pseudônimo para que não fosse estigmatizada como esposa do Mário Graciotti, homem vinculado ao Clube do Livro. Nasce assim “O Pássaro e a escuridão”.

Escritora, em 1966 pelo seu livro Pássaro da Escuridão recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura, como Autor revelação. Ano em que grandes escritores também receberam prêmios como: João Cabral de Melo Neto, Érico Veríssimo, Antônio Cândido, Lygia Fagundes Telles, entre outros que formavam as grandes estelas de escritores da época. Eugênia nunca foi tão famosa quanto eles, talvez porque fosse mais Ditinha do que Eugênia, mas dona de casa do que escritora

Era contadora de histórias que ouvia de parentes e amigos. Passou por 3 fazes: 1. Na infância em sua casa do largo da Igreja matriz (onde ouvia os pais, tios e avós); 2. Quando professora ouvia seus alunos, os pais deles e os moradores da redondeza; 3. Misticismo italiano. Eugênia deixou nos personagens das estórias incluídas em “O Pássaro da Escuridão”.

Sua casa era frequentada pelos ícones da literatura nacional, e ficaram “estupefatos” com sua obra “O pássaro e a escuridão”, alguns Nem acreditavam que tinha sido ela mesma que havia escrito e indagavam se não era feita por Mário Graciotti, mas ele sempre dizia que nunca havia lido uma só pagina do livro antes que o mesmo tivesse sido finalizado. E quando sua esposa disse q ele que estava escrevendo um romance ele até a desencorajou, talvez por não saber da grande capacidade literária de sua esposa. Talvez por isso ela se tornou tão reclusa, ou por possuir TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) que a fazia lavar as mãos incansavelmente, causando sangramento e desconfortos.Mário deixou registros a esse respeito em seu livro “Os Deuses Governam o Mundo”

Em 2013 através da Lei 1617, o logradouro público localizado no centro do município passa a ser chamado como Ladeira dos pirilampos – Escritora Eugênia Sereno.

 

Fonte Bibliográfica:

Documentos  da Câmara

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