Praça Braz Reale

Através do Decreto legislativo nº 02, assinado pelo Presidente da Câmara, no ano de 1975, Ver. Luiggi Mazzei, e de iniciativa do Ver. Ruy Teixeira Pinto, foi aprovada a denominação da Praça em frente ao Posto de Saúde, ao primeiro médico da cidade, Dr. Braz Reale.

Braz Reale nasceu em San Severino Lucano na  Itália em 13 de dezembro de 1865. Seu verdadeiro nome era Biaggio Reale, que no Brasil ficou sendo Braz. Faleceu em 26 de julho de 1952 em São Paulo, onde foi enterrado.

Filho de Italianos, Dr. Braz Reale, médico, formado pela Faculdade de Medicina de Nápoles, veio ainda jovem para o Brasil. Era oficial médico do Exército Italiano, veio para o Brasil para casar com D. felicidade Vieira da Rosa Góes Chiaradia Reale, filha do Major Miguel Chiaradia, pai do Jurista Miguel Reale, uma vez em São Bento, limitou-se a exercer a medicina abstendo-se de qualquer envolvimento político.  Foi fundador da Santa Casa de Misericórdia de São Bento do Sapucaí em 1915, também fundou o Clube Literário Sambentista, juntamente com Henrique Boldrim. Por tanto Braz Reale era médico e residente nesta cidade e era genro do Major Miguel Chiaradia. Em meados de 1913, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde instalou uma farmácia e consultório, que foram totalmente destruídos pelo mar. Não querendo voltar para São Bento, transferiu-se para Itajubá-MG.

Foi o primeiro médico que atendeu a população sambentista, em seus primeiros passos, e segundo o parecer da Comissão de Finanças e Justiça que aprovou a solicitação para que o nome desse cidadão fosse dado a dita Praça, foi feita uma homenagem justa para aqueles que queriam enaltecer nomes de homens abnegados e dedicados que fizeram de sua profissão um ponto de honra, sendo totalmente entregue ao seu desempenho. E que o projeto era louvável e merecia apoio dos Vereadores em questão.

 Em 15 de abril de 1909, numa Sessão Ordinária, Braz Reale fez um requerimento para que fosse autorizado um cano para passagem de água para a casa no seu sogro, já que  naquela época não existia água encanada e nem uma empresa que cuidasse disso.

Um trecho do requerimento dizia, livro atas de Câmara 1908 a 1915 pág 18, linha 22: (...) “o requerimento obriga-se em todo e qualquer tempo que a Câmara precise ocupar o lugar por onde passe o cano, a remove-lo a sua custa e a pagar a qualquer empresa que canalisar água na cidade, metade do imposto em que os contribuintes sejam coletados.” (...)

Na ata de 26 de abril de 1915foi lido um requerimento do Dr. Bras Reale e pediu retificação na coleta de imposto predial do Clube Literário e Recreativo Sambentista. Era para transferir coleta que era feita em nome individual para o nome da referida instituição literária, e foi deferido unanimamente.

 

Fonte Ata do dia 15 de abril de 1909 – livro atas de Câmara 1908 a 1915 e documentos da Câmara

Fonte: Pesquisa de dados históricos de São Bento do Sapucaí – Maria de Fátima Machado (AUTORIZADO PARA PUBLICAÇÃO)