Rua Coronel Francisco Esteves

Através do Projeto de lei 129 de 1927, recebe a denominação Rua Cel Francisco Esteves, a rua partindo do salão paroquial indo terminar na Av. Capitão Mor Ingácio Marcondes.

 Nasceu em São Bento em 1851, filho de Manuel Esteves de Jesus Junior, político ligado à vida da cidade desde a fundação, e de dona Mariana de Jesus. Era farmacêutico, militante na política local, onde exercia grande influência. Pertencia  GUARDA NACIONAL, onde era CORONEL.

Foi durante pouco tempo Vereador da Câmara (ano de 1888). Pertenceu a Comissão que dirigiu as obras da construção da torre da Igreja Matriz e era amigo do vigário, o Padre Fellipe Gavetosa.

Diz-se que o Coronel foi o primeiro a tomar conhecimento da Proclamação da República, através de uma carta que recebeu do Padre Joaquim Antonio de Siqueira, que estava em Pindahamgaba juntamente com o Bispo Deodato Rodrigues de Carvalho.

Francisco Esteves não esperou a confirmação: rompeu com música pelas ruas. A cidade estourou de entusiasmo e, pela primeira vez, ecoou pelas nossas montanhas o grito de:- Viana a República! Alguém mal informado, julgara, ouvindo tão festivo barulho, que se tratava de uma almejada queda de ministério e o Viva  S. Majestade! Não se fez esperar ao eco ruidoso das gargalhadas democráticas.

O coronel chefiava um pequeno grupo de republicanos em São Bento, composto por 32 eleitores. Ao tomar conhecimento do ato do Marechal Deodoro, saiu às ruas com seus correligionários, algumas crianças e meia dúzia de músicos gritando “VIVAS” e destituindo de seus cargos os conservadores que se mantinham no poder há longos anos. Nomeou todas as autoridades de São Bento, enquanto o Brasil esperava por ordens superiores para fazer isso. Em seguida pediu ao governo republicano que confirmasse as nomeações, o que foi feito, baseado na sua influência políticos da época.

Francisco das Chagas Esteves casou-se com Dona Anna Francisca Rennó Cortez, filha do professor Antonio Leite Cortez e Dona Matilde Sophia Rennó. Faleceu em São Bento do Sapucaí em 23 de junho de 1911, aos 60 anos de idade. Segundo atestado do Dr. Braz Reale a morte foi causada por bronquite crônica. Está sepultado no Cemitério municipal.

Fonte: Frutos da Terra – Isaura Aparecida de Lima e Silva

Fonte: Pesquisa de dados históricos de São Bento do Sapucaí – Maria de Fátima Machado (AUTORIZADO PARA PUBLICAÇÃO)