Rua Joaquim da Costa Manso Neto

Através do Projeto Lei nº 19/94, assinado pelo Presidente da Câmara Benedito Carlos Carvalho Souza, no ano de 1994, foi denominada Rua Joaquim da Costa Manso Neto a antiga Rua da Bocaina. Com início próximo a ponte localizada no final da Rua Abade Pedrosa, e vai até a ponte sobre o Ribeirão do Quilombo, que dá acesso a Estrada vicinal do Bairro da Fervura.


Lei 818 de 02 de dezembro de 1994.


Joaquim da Costa Manso nasceu em 15 de agosto de 1893 em Itajubá, no Bairro do Pirangussú (MG). Veio para São Bento do Sapucaí aos 31 anos, já casado com a senhora Francisca Pereira Torres, natural de Brasópolis (MG). O casal teve 3 filhos mineiros e oito sambentistas.


Joaquim era trabalhador da lavoura, especialmente na produção de fumo, milho e feijão.
Adquiriu terras do Coronel Maximiano, em 1924, e a aquisição foi se ampliando com o passar dos anos, somando 210 alqueres.


No trabalho em São Bento a produção se ampliou além das lavouras produzidas em Pirangussú, a produção de leite, criação de gado, de suínos e uma enorme plantação de arroz.


Foi um dos maiores pioneiros na produção de leite e no aproveitamento de seus sub produtos.


Não tinha muito estudo, mas progrediu financeiramente pela boa visão que tinha de negócios. Ajudou muitas pessoas emprestando dinheiro para aquisição de terras, gado, etc. Mas não era agiota, não cobrava juros ou qualquer outro tipo de custo.


Em suas terras moravam mais de 20 famílias, dando quase a totalidade do Bairro do Quilombo e Fervura. Doou o terreno para construção do Asilo São Benedito, doação antiga de seu pai Pedro da Costa Manso para implantação do cemitério municipal, posteriormente mudado por sua interferência e de seu genro José Norton Azeredo e sua esposa.


Em 1951 participou da construção do Cine São Bento, juntamente com o proprietário e genro Sebastião de Mello Mendes. Participou da fundação da Cooperativa Agropecuária de São bento do Sapucaí, junto com outros pecuaristas em 1940.


Fonte: Documentos da Câmara de SBS