Rua Marco da Rosa

Através da Lei nº 1515/2011, assinado pelo Prefeito Municipal Ildefonso Mendes Neto, foi denominada Rua marco da Rosa, a via pública pavimentada no Bairro do Campo Monteiro, na localidade do Rancho Fundo paralela à Rodovia SP 42, Vereador Julio da Silva

Marcolino Pereira da Rosa, mais conhecido como marcos da Rosa, nasceu em 11 de setembro de 1894 em São Bento do Sapucaí. Seus pais eram José Vieira da Rosa (conhecido como Zeca da Rosa) e Presciliana Bernardina Pereira e tiveram ao todo 9 filhos, 3 homens e 6 mulheres, sendo que Aulina, uma das irmãs faleceu com apenas 6 anos de idade)

Era um homem que gostava de festa, tocava violão, era comerciante, agricultor e criador de gados.

Seu pai, Zeca da Rosa tinha uma fazenda próxima a Santo Antonio do Pinhal, e dela surgiu um bairro, hoje muito populoso, conservando o seu nome “Bairro do Zé da Rosa”.

Zeca passou alguns problemas e acabou perdendo quase tudo só restando uma grande dívida. Marco se reuniu com os irmãos para saldarem a dívida do pai, mas ninguém quis ajudar, apenas duas irmãs (Etelvina e Maria Joaquina). Marco arcou com as dívidas sozinho para honrar as dívidas do pai.

Antes de falecer seu pai o abençoou: “Que Deus abençoe o rastro do chão que você pisar, meu filho abençoado; que sua vida seja uma roda que gire sempre para a frente e nunca para trás”.

E foi exatamente o que aconteceu. Sozinho, com a ajuda de Deus, se reergueu. Comprou sozinho uma fazenda do Bairro do Quilombo, onde já era proprietário de várias casas.

No Bairro do Milho Vermelho, comprou uma fazenda com mais de cem alqueires. Também fez compra de terras no Bairro dos Serranos, Campo Monteiro e Bairro do esgoto (na estrada que liga São Bento á Paraisópolis)

A Casa do Ceprocom, próxima a igreja Matriz, pertenceu a Marco da Rosa. Na parte de cima morava sua mãe, já viúva, com a filha Sebastiana. Possuía muitas casas na cidade, e também em São José dos Campos, inclusive um sítio no Bairro do Putim.

Marco casou-se com a filha de Antonio Venâncio e Clotilde Ana de Paula, a jovem Julieta Venâncio da Silva. Viveram juntos por 53 anos. Tiveram 7 filhos.

Dona Julieta foi uma grande companheira, estando ao lado do marido em todos os momentos. Todos os filhos estudaram com sacrifício e chegaram a formação universitária.

Marco era caridoso, honesto, pais e chefe de família exemplar, bom patrão, generoso e foi na sua mocidade um dos homens mais ricos de São Bento. Era católico e temente a Deus. Doou um grande terreno para a construção da Escola do Quilombo e também fez reformas na Igreja Nossa Senhora Aparecida no mesmo bairro e na Igreja de São Benedito.

Reformou toda a Igreja Nossa Senhora do Rosário. Ele e seu cunhado Doca Venâncio colocaram a antiga construção abaixo e ergueram a casa paroquial. Colocaram seu nome na da calçada em frente a igreja, e ele disse: “Por que isso? O que minha mão direita dá, a esquerda não precisa saber”.

Também ajudou a Santa Casa de Misericórdia que passava grandes dificuldades na época. Ajudou a construir o Asilo São Benedito, doando uma grande quantia em dinheiro. Muitas coisas boas foram feitas pelo Sr. Marco Rosa para a cidade de São bento do Sapucaí.

Morreu em 15 de dezembro de 1984 na Santa Casa de Misericórdia. Ele ficou muito triste após o falecimento de sua esposa em 15 de fevereiro de 1982 e em seguida perdeu também sua filha. Ficou sozinho e foi definhando. Não tinha nenhuma doença.