Rua Sargento José Lourenço

Por ter uma denominação antiga não foi encontrado registro a respeito do projeto que gerou o nome da rua, provavelmente o motivo pela escolha, deve ter sido por ter tido uma morte durante um serviço servindo a pátria, como sargento.

José Lourenço era mecânico e tinha uma oficina. Casou-se em São Bento e teve um filho aqui (Zé Pretinho).

Durante a Revolução de 32 o Batalhão do Exército usava a Escola Cel. Ribeiro da Luz como base, e lá recrutaram 10 pessoas da cidade, dentre elas Sr. José Lourenço, que recebeu a patente de sargento, e ficou designado a patrulhar a divisa de MG e SP.

Existiam batalhões que faziam fiscalização em Campos do Jordão, Minas Gerais.

O Sargento então teria que fazer patrulha entre São Bento do Sapucaí e Paraisópolis, e podia ir até a divisa. Um dia ele trouxe uma mensagem para entregar (saiu de Campos do Jordão e veio pra São Bento). E foi até a estrada, estava de moto e munido com uma metralhadora R15 que usava na época).  Só que o sargento não encontrou seu superior que receberia a mensagem, e foi a sua procura, acabando assim por atravessar a divisa proibida.

Foi quando um grupo de mineiros vindo de caminhão o viram e atiraram nele, em seguida saíram em disparada, com medo de haver mais pessoas junto com ele.

O corpo do Sargento José Lourenço ficou ali na estrada. Ele e sua motos caídos, ficaram a noite toda ao relento. Só no dia seguinte a polícia foi buscar o corpo. José Lourenço foi sepultado no cemitério Municipal.

Dados fornecidos pelo Sr. De 96 anos, Sr. Expedito Folheiro (em 16/06/2015). Entrevista concedida a Cláudia Costa Cassettari, assistente de Comunicação da Câmara.

Outra versão, fornecida através: da Pesquisa de dados históricos de São Bento do Sapucaí – Maria de Fátima Machado (AUTORIZADO PARA PUBLICAÇÃO) - o Sargento tinha uma namorada na cidade de Paraisópolis – MG, e para encontrar com ela, desobedecendo às ordens de não fazer a travessia da divisa para Minas; pegou sua “motoneta” e ultrapassou levando uma rajada de metralhadora pelas costas dos mineiros, pois não tinha o salvo conduto obrigatório para atravessar a divisa de Estado e livremente passar ileso pela frente de combate mineira.