Praça dos Folheiros

Praça dos Folheiros

Através da lei nº 1970 de 18 de junho de 2018, fica denominada Praça dos Folheiros o logradouro público (Praça) localizado próximo a intersecção da Rua Major Monteiro de Carvalho e da Avenida Nove de Julho, em frente à Igreja em Louvor a São Benedito.

História da Família “Folheiro”

Em 1772 nascia em Lisboa/Portugal, Caetano Antonio da Silva, filho de artesão, aprendeu o ofício do pai, se especializou em pedras preciosas e passou a confeccionar anéis em ouro encrustados com essas pedras, principalmente diamantes.

Devido a crise de empregos em Portugal, Caetano veio para o Brasil, após divulgar suas aptidões foi contratado para ser avaliador de pedras preciosas na cidade de Diamantina, Minas Gerais.

Em 1799 analisava e avaliava as pedras dos mineradores, e também fabricava joias para a elite da região. Em 1824 se casa com a filha de um comerciante e tiveram 5 filhos, sendo que ficou viúvo no parto do seu último filho. Ao invés de se casar novamente, preferiu comprar uma escrava que tivesse perdido o filho recentemente para que a mesma pudesse amamentar seu filho caçula.

Então comprou uma jovem vinda do Congo, na África. E em 1840 tem um filho bastardo com ela, Juvêncio Antonio da Silva, e foi o único a seguir o ofício do pai.

Em 1857 Caetano Antonio da Silva vem a falecer. Dez anos mais tarde os irmãos de Juvêncio brigam pela herança do pai, mas não o reconhecem como herdeiro e o ameaçam de morte. O jovem então foge para São Paulo.

Na estrada encontrou um grupo de ciganos, no meio deles havia uma família do sul de Minas Gerias, família Mujano, que levava a jovem Anna por quem Juvêncio se apaixonou. A família ficou em Mococa, e Juvêncio permaneceu com os ciganos e aprendeu a fazer tachos de cobre e trabalhar com laminas de flame e soldar metais.

Casou-se com Anna em 1887, e em 30 de junho de 1889 nasceu Joaquim Antonio da Silva, que ficou mais conhecido como Joaquim Folheiro. Após alguns meses a família Mujano volta para Paraisópolis onde passa a exercer a profissão de folheiro produzindo lamparinas, tachos e alambiques. Na cidade teve mais dois filhos.

Em 1914 casou-se com Benedita Pereira da Rosa (família Brisa e Mujano) de Paraisópolis. O casal teve Luiza Gonzaga da Silva e Carlos Antonio da Silva (Tuta Folheiro). Nessa cidade ele era conhecido como Joaquim Juvêncio.

Em 1919 veio morar em São Bento do Sapucaí . Montou uma oficina para fazer fornos, serpentinas, tachos, lamparinas, calhas e soldas em geral, passou a ser conhecido como Joaquim Folheiro. Aqui nasceram mais filhos: Expedito Antonio da Silva (Expedito Folheiro), Benedito Pereira da Silva (Nem Folheiro), José Antonio da Silva (José Folheiro), Josué Antonio da Silva (Josué Folheiro), Antonio Benedito da Silva (Toninho Folheiro-Piscuta), Pedro Antonio da Silva (Pedrinho Folheiro).

Joaquim Antonio da Silva ficou viúvo e casou-se de novo, teve Antonio Carlos da Silva (Carlinho do Vô) e Maria de Lourdes da Silva (Lurdinha do Fórum). Há atualmente mais de 200 descendentes de Joaquim Antonio da Silva (Joaquim Folheiro) vivendo em São Bento do Sapucaí e trabalhando em vários setores da cidade.

 

Fonte:  Documentos da Câmara;